Qualquer sentimento um pouco mais forte que o habitual, dizem ser amor. O ‘eu te amo’ perdeu o sentindo de vez. Quando se ama, se espera o máximo. E o máximo vem, mas você continua pensando ser o ínfimo da boa vontade, sem pensar que amar é aceitar, acolher as contestações. Mínimo de um, pode ser o máximo do outro. E vivendo esperando, esqueces que amar não é esperar. É viver, é sentir, é aproveitar enquanto ainda se há amor mantendo os alicerces firmes. E nessa espera, o mundo gira e acaba que alguém procura um sentido e só vê insatisfação, cobranças, e amor? O amor fica esquecido em um canto qualquer. E então, as bases estremecem, e cada um segue em um caminho oposto, após ou antes mesmo de tudo desabar, apenas por precaução, por medo. E então vem a nostalgia, e o amor então aparece, e faz padecer, porque agora há a frustração ainda maior de o ter desperdiçado enquanto podia-se ser feliz com ele. E é por isso que dizem que amar, dói. Somos nós, que ainda não aprendemos a amar.