Arlequins são assim, donos de um encanto surpreendente, pobre Colombina que deixa-se levar, em uma vã ilusão de encontrar um amor de verdade. E o Pierrot, ali, espera a Colombina voltar da desilusão, de braços abertos, pronto para faze-la acreditar que seu amor é bem maior. Pobre Arlequim, não carrega nada além de mentira. Há de afogar-se nelas um dia. Pobres humanos, tão fracos, tão dependentes, tão dignos de piedade, quando se trata do tal do amor; que mal conhecem, que mal sentem verdadeiramente, e sofrem…
“E a sua sina é chorar a ilusão, em vão”
Junho, 21, 2009 at 11:18 am
Ótima comparação… E cada dia você fica mais criativa, parabéns!
Junho, 23, 2009 at 1:11 pm
Los Hermanos é realmente demais.
Junho, 27, 2009 at 5:47 pm
Que bom que você está de volta.
E como sempre escrevendo bem demais.
Julho, 10, 2009 at 3:48 am
Fico lisonjeada pelo comentário. Sempre usei do blogue, um meio de desabafo. “A Outra —” foi algo difícil de escrever. Admitir para mim mesma que era isso que eu havia me tornado, depois de um tempo. Mas, é bom para eu ter escrito… É bom lembrar o que eu talvez precise mudar algo dentro de mim. Sempre precisamos, afinal.
Agradeço pelo “dom das palavras”, mas, também acho que você o tem. Você descreveu aqui tudo que realmente acontece. “Que mal conhecem, que mal sentem verdadeiramente, e sofrem…”, é exatamente isso. As pessoas não sentem e não sofrem por ele e sim, pelo vazio que a falta gera.
Julho, 11, 2009 at 11:31 am
Welcome back.