Mal consegui dormir na noite passada com o nariz tampado e a garganta doendo. Acordou não muito cedo, e correu para o computador a fim de matar a ociosidade. Seu menino estava on line, e começou a teclar com ela. Conversa vai e vem, ele acaba por incompreensível e diz que vai sair com os amigos. História rápida e curta, ela passa a tarde toda sozinha, como de costume. Ao ver que ele chega às 20h30 desse domingo entristecido, entra no carro e se aconchega, tirando as pantufas já cansadas. Era uma noite interminável para quem se sentiu chateada o dia todo e não teria coragem de falar tudo porque se passar por chata ou ciumenta naquele momento não seria viável. Ficaram então no silêncio por longas músicas, entre perguntas com respostas rápidas e infames questionamentos, até que ele resolve beijá – la e beijá – la sem parar, e a apertar seu corpo contra o dela num jogo prazeroso; acabaram nas brincadeiras, como ela não gostaria que tivesse sido, porque quem optou a preferência de ficar o dia todo ao lado de dois marmanjos não mereceria a doçura dessa menina que há meses tem feito – ou pelo menos vem tentando fazer – alguém feliz.

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