outubro 2008


Sabe quando você sente que sua vida não está apropriada? Mas que você não tem o controle nas mãos, e não pode ir e apertar o ‘pause’, ajustar tudo, correr, apertar o play, e viver como você sempre quis. Então você apenas para. Não consegue impedir que lagrimas aflorem, não consegue não se impugnar o porque de o inconveniente, parecer tão adequado, e porque as pessoas estão atuando de uma forma tão mesquinha e acéfala. Simplesmente não consegue. Você acorda alguns dias, com um a dor de fracasso, e acham que você é doida, chorona e tudo o mais.. Mas não. Eu só não tento simular que minha vida é um mar de rosas.Eu só quero, e acredito em acordar um dia e ver que este sentimento não continua aqui. Eu tenho sonhos, e não me falta vontade de torná-los reais. Quero viver pra sempre ao lado de alguém já escolhido. Quero dois filhos. Gêmeos. Quero ser bem-sucedida na minha profissão, que também já está pré-definida. Quero passar fins de semana com minhas antigas amigas da escola, rememorando momentos bons.E veja só; não é tão difícil assim. E veja só, eu não sou tão alienada assim. E é só esperar. E é só esperar e persistir.

Desde as primeiras palavras, eu sabia que era alguém como você que eu queria para passar o resto da vida. E você sempre soube disto. Era como se tudo que eu sempre esperei em alguém, se despejasse em minha frente, e eu não pudesse tocar. Mas não me importa, sempre soube que a distancia seria insignificante, só não sei se você já sabia disto. “Vamos nos casar um dia”, você me diz, e eu quero acreditar nisto. Quero viver a flor da pele, todas as cenas minuciosamente imaginadas, nos mínimos detalhes, ao lado teu. Acordar um dia, e ver você ao meu lado, dormindo, e sorrir ao ver que você também está sorrindo, e tentar adivinhar o que você está sonhando até você despertar e perguntar, esfregando os olhos, há quanto tempo estou ali, e me abraçar ao me ouvir dizer que não faço idéia. “Eu não sei, onde vou parar, pensando* tanto assim” (espero, que há mais de 2000 km daqui, rs)

Não se assuste. Pense bem. Imagine não gostar. Não esperar receber nenhum sentimento bom em troca, e conseqüentemente, não se decepcionar ao ver que aquela pessoa, era, bem…não era nada. Nada do que você pensou, nada do que você sonhou. Nada. Um saco de egoísmo, que andava, falava e principalmente mentia. Mas que tinha o melhor abraço do mundo, e o sorriso mais lindo que você já vira. Imagine, não chorar noites e noites, mergulhada em músicas melancólicas e lembranças quem um dia foram boas. Imagine não viver dias e dias, esperando telefonemas, uma mensagem, um sinal, qualquer coisa pra te salvar do desespero de saber que acabou. Queria ultrapassar os limites da imaginação, sair desse desespero que é não saber o que fazer pra esquecer, reerguer, remodelar minha vida, sem sequer tocar em seu nome, sem sequer revirar lembranças. Mas tudo que eu consigo, é não conseguir. Eu o amo, porra. Mas eu não queria, amar nada, amar ninguém, além de mim. Mas, eu não sou forte o bastante para isso, nem nunca serei…

-Hey Melissa, está com conjuntivite ou andou chorando?
-Chorei parada, mesmo.
-Engraçadinha. Que houve?
-Não houve.
-O que não houve?
-Nós.
-Ah, meu anjo, novamente esta história?
-Você me perguntou.
-Sabe,tudo tem seu tempo, um dia nos vemos por aí. Quero-te bem.
-Longe de você.
-De forma alguma, é só questão de tempo.
-Há uma música, que diz isso.
-Essas que você gosta?
-Essas que você odeia.
-Vem cá, me deixa te abraçar. Não gosto de ver você assim.
-Que ironia,rs.   -disse, deitando sobre o ombro de Lucas.
-Você me ama, Melissa?
-Mais que sei.
-Por que?
-Por você ser o Lucas, que um dia foi meu Lucas.
-Voltaremos a usar os pronomes possessivos, um dia.
-Odeio seus finais de frase.
-Odeio ter que concordar com você. Você me entende, não é?
-Sim. Faculdade, vestibular, final do ano, férias.
-Sim. Depois que tudo passar…
-Não diga,deixa que o tempo resolva por nós.

[…]