Então, acabou. É cruel. Você vê seus sonhos,seus planos se dissipando,virando poeira. Virando lembranças que vão te consumir noite após noite, e não te deixarão dormir, você vai chorar. Vai rezar pra esquecer, vai pedir pra esquecer. Você vai sentir saudades e querer voltar no tempo. E vai sofrer por não suportar saber que não é possível reviver nada do que já passou. E vão te dizer pra esquecer. E vão te pedir pra ‘ficar bem’. E você vai fingir que está tudo bem, que foram só alguns dias, e que você já se recuperou. E aí, um dia, quando você finalmente se convencer que você pode seguir em frente, que você é forte o suficiente pra levantar-se e deixar aquilo para trás, algo lhe atinge com toda força, e lhe derruba, e lhe leva de volta, a tudo aquilo que você quase deixou para trás. Por alguns dias, você acredita que finalmente, tudo voltou ao normal, que tudo voltou a ser como antes. E então, você vai ouvir um “acabou”, novamente, e vai sentir-se não como da primeira vez, o sentimento agora se envenenou. E você sabe. Você sente que tudo aquilo vai voltar novamente, quando você menos espera. E volta. E segue assim, por várias indas-e-vindas. E tudo que você sente, vai se contaminando, por vários planos e promessas feitas e desfeitas, até que você leva um choque de realidade, e se obriga a remodelar a sua vida, finalmente. É isso, mudar, remodelar.

Recomeçar, mais uma vez. Realmente esquecer. Realmente recomeçar.