Arlequins são assim, donos de um encanto surpreendente, pobre Colombina que deixa-se levar, em uma vã ilusão de encontrar um amor de verdade. E o Pierrot, ali, espera a Colombina voltar da desilusão, de braços abertos, pronto para faze-la acreditar que seu amor é bem maior. Pobre Arlequim, não carrega nada além de mentira. Há de afogar-se nelas um dia. Pobres humanos, tão fracos, tão dependentes, tão dignos de piedade, quando se trata do tal do amor; que mal conhecem, que mal sentem verdadeiramente, e sofrem…

“E a sua sina é chorar a ilusão, em vão”

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