O que mais falta acontecer esse ano? Eu me pergunto se é alguma força oculta agindo contra o universo, querendo esmagar toda e qualquer florescencia de esperança que tenta inultimente ganhar forças entre galhos de um inferno verde-musgo-quase-negro. Um fiozinho verde-límpido-brilhante que é apagado,triturado, engolido por entre os galhos. Deprezado, como se fosse uma praga. Eu sinto algo me sufocando, algo que retira todas as minhas forças. É a falta de esperança que me deixa estáticamente confusa. Como se mãos invisiveis infincassem adagas em meu interior, e eu fosse incapaz de arranca-las, e simplesmente me ferisse ainda mais nas tentativas. Sinto me um peixe fora d’agua, que mesmo quando encontra o aquário, quase se afoga. Desaprendi a acreditar. A confiar. Eu vejo o mundo caminhar para o caos, pandemias, destruição, assassinatos diários físicos e morais dos mais cruéis e desumanos possíveis. Eu vejo meu futuro na mão de quem não se importa com nada além de sua conta bancarária corrupta. Eu sinto raiva. Sinto vergonha. Eu me pergunto, até quando essa situação deplorável vai continuar impune, e dentre tantas perguntas sem resposta, essa faz questão de gritar, soletrar, pixar em todos os muros, estampar nas manchetes do jornais: pra sempre e mais um dia. Dentre despedidas e reencontros, mal entendidos, decepções, pandemias, adiamentos, nepotismos, inconformismos, traições, embriaguez, descobertas, indas, vindas, não há mais nada que me surpreenda. Se eu cair ainda mais, vou ser soterrada, e não volto mais. Então me diz, senhor 2009, que mais você tem pra mim?

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